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22 de agosto de 2018 Agência ABEEólica

Brazil Windpower 2018: a discussão de um futuro que chega cada vez mais rápido

BWP 2018 teve 14 painéis de discussão no Congresso e O&M, além da apresentação de 45 trabalhos técnicos e de 19 palestras no ambiente da feira

 

Futuro, transição energética, quarta revolução industrial, tecnologias disruptivas, choque de demanda de energia, carros elétricos, baterias, parques híbridos, parques eólicos offshore no Brasil. Estas certamente foram algumas das expressões mais presentes durante os três dias de discussões do Brazil Windpower 2018, que aconteceu de 7 a 9 de agosto, no Rio de Janeiro. A grade do Congresso deste ano foi montada com o objetivo principal de debater os desafios desse futuro tão inovador e que chega cada vez mais rápido.

 

“O que queríamos era ter um evento que levantasse novas perguntas, que nos tirasse um pouco da zona de conforto. Acredito que atingimos nosso objetivo com as discussões deste ano. Além disso, os números também são ótimos. Recebemos mais de 3000 pessoas, entre palestrantes, expositores, visitantes e autoridades do setor eólico nacional e internacional. Foram mais de 80 empresas presentes no evento, representando toda a cadeia produtiva do setor eólico brasileiro. Foi, portanto, uma oportunidade perfeita para analisar os desafios que estão chegando numa velocidade cada vez maior.”  avalia Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica.

 

O Brazil Windpower é o evento anual da indústria eólica no Brasil, que conta com uma ampla grade de palestras e discussões e uma Feira de Negócios. É realizado pela ABEEólica, GWEC (Global Wind Energy Council) e Grupo UBM | CanalEnergia. Em sua parte de conteúdo, o BWP tem um Congresso principal de três dias, uma grade de palestras específicas para discussões de O&M, um dia de apresentação de trabalhos acadêmicos e ainda apresentações realizadas no ambiente da própria feira.

 

Neste ano, o painel de abertura do Congresso deu o tom para todas as outras discussões, já que falou de quarta revolução industrial, Wind 4.0, carros elétricos, tendências de crescimento das energias renováveis de baixo impacto, futuro da eólica no mundo, novas tecnologias do setor elétrico, entre outros temas de inovação.

 

Como nos anos anteriores, a ABEEólica abriu o segundo dia do evento discutindo os principais desafios do setor com ONS, ANEEL, CCEE, EPE e MME, reunindo, assim, num mesmo painel os órgãos de governo mais importantes para o setor elétrico.

 

Um dos painéis que mais chamou a atenção foi o da queda de preços das energias renováveis. Ricardo Gorini, da IRENA, apresentou os principais pontos do relatório “Renewable Power Generation Costs in 2017”. Na sequência, o objetivo dos painelistas era debater os porquês de esta queda de preços não chegar ao consumidor, especialmente no caso do Brasil em que a eólica tem sido a fonte mais competitiva e que cresce cada vez mais na matriz elétrica, ocupando já a terceira posição e, em breve, a segunda. “Como todos sabemos, a precificação da tarifa ao consumidor é um tema complexo e de alta relevância numa reforma do setor elétrico e entendo que foi fundamental dedicar tempo para discuti-lo em nosso congresso, com essa visão de futuro”, explica Elbia Gannoum.

 

“Choque de demanda” foi outro tema muito interessante para ajudar nesta visão do futuro, com uma apresentação da Casa dos Ventos mostrando um cenário em que novas tecnologias como os veículos elétricos vão demandar mais energia do sistema. Além de empresas e acadêmicos, este painel também contou com a presença da ANEEL, órgão fundamental neste debate que envolve desafios de regulamentação.

 

Importante mencionar, ainda, a fundamental discussão sobre o papel social da energia eólica neste futuro que queremos construir. “Também neste ponto temos inúmeros desafios relacionados às desigualdades sociais e problemas ambientais e a fonte eólica, de presença cada vez mais consolidada, tem uma importante responsabilidade e deve assumir protagonismo para debater tais temas. Foi com muito prazer que estive neste painel dialogando sobre este assunto tão essencial com outras líderes em seus campos de atuação”, explica Elbia Gannoum.

 

Uma novidade na grade deste ano foi a discussão de eólicas offshore no Brasil, com a apresentação de um projeto piloto da Petrobras. É a primeira vez que este tema foi levado ao Congresso e a intenção era questionar se há ou não futuro para as offshores no Brasil. “Sabíamos que este seria um painel de muito mais perguntas que respostas e avalio que começamos ali um debate muito importante. A certeza que nos ficou da discussão de offshore é que acertamos ao começa-la neste momento, já que esta é uma tecnologia de longo desenvolvimento e que, ainda que não seja necessária agora, pode ser uma opção interessante no futuro”, avalia Elbia Gannoum.

 

Vale, ainda, mencionar que a ABEEólica apresentou os principais pontos sobre Mercado Livre discutidos em evento anterior realizado pela associação. Também estiveram presentes na grade os painéis tradicionais que debatem alternativas de financiamento e desafios da cadeia produtiva que, neste ano, teve a apresentação dos principais pontos do Mapeamento da Cadeia Produtiva de Indústria Eólica no Brasil, realizado pela ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial).

 

As apresentações realizadas neste ano já se encontram à disposição para download nos seguintes links:

 

Congresso: http://www.brazilwindpower.com.br/congresso-download-2018

O&M: http://www.brazilwindpower.com.br/oem-download-2018

Workshops realizados na feira: http://www.brazilwindpower.com.br/workshops-download-2018

 

 

BWP 2019

 

O Brazil Windpower 2019 será realizado, pela primeira vez, em São Paulo. O evento acontecerá de 28 a 30 de maio, no Transamerica Expo Center e o site do evento já está no ar: www.brazilwindpower.com.br

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